Duas vitórias para o Vitória

O Clube de Regatas Colo-Colo pegou uma pedreira após ser o melhor de seu grupo na primeira fase do Campeonato Baiano de Futebol Profissional 2003. O Tigre disputou com o Esporte Clube Vitória duas partidas precisando de dois resultados iguais, mas a realidade foi muito dura, perdeu em Salvador por 5 x 1 e em Ilhéus hoje dia 9 de março, por 2 x 0. Parabéns ao time local, por não dispor de grandes estrelas nem recursos, disputa em igualdade com grandes clubes, já que o bi-campeão brasileiro, Esporte Clube Bahia nem se classificou para a segunda fase da competição.

DILAZENZE É PENTACAMPEÃO DO CARNAVAL DE ILHÉUS

O bloco afro Dilazenze foi eleito pentacampeão do Carnaval Cultural de Ilhéus, ao somar 77,1 pontos. Na avaliação do corpo de jurados, em segundo lugar ficou o Zambiaxé, com 75,2 pontos, seguido de perto pelo Mini-Congo, terceiro classificado com 73,5. Em quarto lugar, ficou o bloco Rastafary, com 68,7 pontos, e Zimbabwe, com 52,50, que integram o grupo A. A comissão julgadora foi integrada pelo artista plástico Carlos Makalé (alegoria), cantora Chica de Cidra (música), professora de balé Dulce Drummond (coreografia), colunista Zé Carlinhos (evolução), promotor de eventos Nenéu Mendonça (enredo), professor de bandas de fanfarras Manoel Carlos (bateria), a poeta Janete Lainha (fantasia) e o capitão PM Câmara (pontualidade).

O desfile dos bloco afro deste ano foi uma atração à parte na avenida Soares Lopes, despertando interesse do grande público que esteve presente durante os dias da apresentação. “Este ano ocorreu, inclusive, a união das entidades de expressão da cultura afro-descendente do município, sem qualquer indício de rivalidade e num clima de grande descontração”, avaliou o presidente do Grupo de Preservação da Cultura Negra Dilazenze, Gilmário Rodrigues Santos.

OUTROS BLOCOS – Já pelo grupo B, o primeiro lugar ficou o bloco Guerreiros de Zulu, com 67 pontos, aparecendo em segunda classificação Leões do Reggae, com 57 pontos. O bloco que recebeu o terceiro lugar o Raízes Negras, com 54 pontos; o quarto, Danados do Reggae, com 48 e Os Malês, com 47 pontos. Os blocos afro foram atrações da folia nas noites de sábado e domingo, desfilando em horário que não houve a presença de trios elétricos na avenida Soares Lopes.

BISPO DE ILHÉUS LANÇA A CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Com o tema “Fraternidade e pessoas idosas”, o bispo de Ilhéus, Dom Mauro Montagnoli, lançou no início da noite de ontem (6), a 40.ª Campanha da Fraternidade. A solenidade religiosa ocorreu nas dependências do Abrigo São Vicente de Paulo, no Alto da Conquista, contando com a participação do prefeito Jabes Ribeiro, dos secretários de Governo e Saúde, Soane Nazaré de Andrade e Paulo Medauar, respectivamente, além dos vereadores Carlos Alberto França e Jailson Nascimento, religiosos, e do diretor do abrigo, o médico e geriatra Antônio Carlos do Espírito Santo.

Ao fazer o lançamento da campanha, Dom Mauro Montagnoli ressaltou que um dos principais objetivos é o de motivar as pessoas para que sejam assegurados às pessoas idosas a sua valorização integral, criando condições de vida melhor, à luz do Evangelho de Cristo. Segundo ele, a campanha quer chamar a atenção para o fato de que todos são responsáveis pelo bem-estar dos idosos, e também alertar o Governo no sentido de que implante projetos voltados para a terceira idade.

Dirigindo-se aos idosos do Abrigo São Vicente de Paulo, cuja manutenção da casa conta com o apoio da igreja católica e da Prefeitura Municipal, o bispo disse que o idoso não pode deixar de ter os seus sonhos e de também almejar ter um futuro feliz. “Viver é participar da comunidade e da família e o idoso deve ter um lugar respeitoso na casa que o acolhe”, salientou o bispo, afirmando que torna-se imprescindível combater os preconceitos ligados aos idosos, que deve ser respeitado na sua velhice como os guardiões da memória coletiva.

SEMINÁRIO DA HISTÓRIA DE ILHÉUS

Com o tema VAMOS CONHECER NOSSA HISTÓRIA, a Fundação Cultural de Ilhéus juntamente com a Secretaria Municipal de Educação, estará realizando no próximo dia 14 deste mês, um seminário que dará continuidade ao projeto de implantação do ensino da História de Ilhéus nas escolas municipais.

O objetivo principal desse projeto é cumprir a Lei Municipal nº 2550/95, que institui o ensino da disciplina nas escolas do município, bem como propiciar ao público interessado no assunto, em especial os professores da rede municipal, um melhor conhecimento do Patrimônio Histórico e Cultural da nossa cidade. Faz-se necessário entendermos que conhecer nosso patrimônio cultural é assunto importante no reforço da construção da cidadania, assim como instrumento que pode melhorar o atendimento ao turista por parte da população.
Após a instalação da crise na região, com a queda da lavoura cacaueira, a população regional perdeu a referência e ainda não conseguiu encontrar um novo rumo. O conhecimento da história local e do nosso Patrimônio Histórico e Cultural é uma das vias que pode propiciar a retomada do crescimento, sendo o turismo uma das possibilidades viáveis mais consistentes.
Embora o seminário seja direcionado para professores, a entrada está franqueada ao público de modo geral, a todos que tenham interesse no assunto. A coordenação do projeto e do seminário está a cargo da professora Maria Luiza Heine, especialista em História Regional e mestranda em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, na UESC.
A realização do seminário será no Teatro Municipal de Ilhéus, no dia 14 de março das oito às dezessete horas, com intervalo para almoço.
Na abertura ouviremos a palavra do presidente da Fundaci, escritor Hélio Pólvora, da Secretária de Educação, professora Dinalva Melo, como também do prefeito Jabes Ribeiro, que sempre prestigia os eventos culturais e tem dado total apoio ao projeto.
No turno da manhã será realizada uma mesa redonda com o tema PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE ILHÉUS, com os seguintes palestrantes: Arquitetas Virginia Castro Lima e Marilene Lapa e professoras Elza Ramos e Maria Luiza Heine.
No turno da tarde será realizada uma segunda mesa redonda, cujo tema é: A IMPORTÂNCIA DA CULTURA PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO, com os seguintes palestrantes: Profa. Juliana Menezes, Bel. em Turismo Ariel Figueroa, Arq. Hermano Freitas e Profa. Baísa Nora.
A coordenação do seminário convida todas as pessoas interessadas a comparecerem ao evento, pois mais do que ouvir, todos terão oportunidade de expressar sua opinião.

Maria Luiza Heine

ILHÉUS FAZ HOMENAGEM À MULHER NESTE SÁBADO

O Dia Internacional da Mulher será comemorado em Ilhéus, neste sábado, dia 8, com um evento que pretende homenagear as mulheres da comunidade, reunindo-as em várias atividades que serão iniciadas às 17h30min com a Marcha da Mulher, saindo do Circo Folias de Gabriela e encerrando na praça J. J. Seabra em frente a Câmara de Vereadores onde serão desenvolvidos os demais atos festivos. As homenagens contam com a participação do gabinete da vice-prefeita Ângela Souza; Prefeitura e Câmara Municipal; Clube da Melhor Idade Arco-Íris; Conselho dos Direitos da Mulher e Associação das Mulheres Ilheenses.

A abertura da solenidade na Câmara, está prevista para às 19h30min, com a palavra da vice-prefeita, seguindo-se de apresentações musicais com o Grupo Ânfora e Coral da Melhor Idade Arco-Íris, e de oração com a irmã Lourdes Apóstolo. De acordo com a mestre de cerimônia, Laudicéa Carvalho, também está prevista uma palestra da secretária de Educação, Dinalva Melo, logo após a Freira Luciana Quaresma recitar uma poesia com o tema “Mulher”.

Explica a vice-prefeita Ângela Souza, que, após a palestra serão presenteadas com três cestas, a mulher mais idosa que se encontrar no plenário; a mulher mais jovem que estiver aniversariando e que também esteja no plenário, e a mulher mais idosa que também esteja aniversariando naquele dia. No encerramento do evento a cantora Cléo Santos fará uma apresentação especial.

Marcos Corrêa

ILHÉUS PROMOVE O II MUTIRÃO DA COLUNA COM ESPECIALISTAS EM QUIROPRAXIA

Um grupo de estagiários europeus, da Palmer College Dawenport, especialistas com formação profissional em quiropraxia, estará em Ilhéus para coordenar o II Mutirão da Coluna Vertebral. Os trabalhos vão acontecer no período de 5 a 8 de março, no Centro de Atenção Especial (Cae III), localizado na avenida Canavieiras, onde os trinta técnicos farão consultas e avaliação. Após o diagnóstico, as pessoas portadoras de problemas na coluna vertebral serão encaminhados para tratamento em unidades especializadas. Essa ação é resultado de mais uma parceria firmada entre a secretaria municipal de Saúde e a Clínica de Quiropraxia.

O mutirão funcionará no dia 5, a partir das 14 horas, e nos dias 6, 7 e 8, das 8 às 12 e das 14 às 17 horas, atendendo pessoas de todas as idades, na Clínica de Quiropraxia de Ilhéus. Ao ser questionado sobre o assunto, o secretário de Saúde de Ilhéus, Paulo Medauar, considerou que esse tipo de ação sempre contará com o apoio da prefeitura, “pois a especialidade de quiropraxia se constitui um avanço no tratamento de doenças na coluna vertebral, além da oportunidade que o usuário do Sistema Único de Saúde (Sus) tem de ser atendido gratuitamente pelos especialistas da Palmer College Dawenport”.

Everaldo Benedito

O Trio Elétrico

A dupla elétrica formada por Adolfo Antônio Nascimento – o Dodô e Osmar Álvares de Macêdo – Osmar resolveu restaurar um velho Ford 1929, guardado numa garagem. No Carnaval do mesmo ano, saiu às ruas tocando seus “paus elétricos” em cima do carro e com o som ampliado por alto-falantes. A apresentação aconteceu às cinco horas da tarde do domingo de Carnaval, arrastando uma multidão pelas ruas do centro da cidade.

O nome “trio elétrico” surgiu em 1951, quando, pela primeira vez, apresentou-se no Carnaval um conjunto de três instrumentistas. A “dupla elétrica” convidou o amigo e músico Temístocles Aragão para integrar o trio e tocar nas ruas de Salvador numa “pick up Chrysler”, modelo Fargo, maior que a “fobica” do ano anterior, em cujas laterais se liam em duas placas: “O trio elétrico”.

Osmar tocava a famosa “guitarra baiana”, de som agudo; Dodô era responsável pelo “violão-pau-elétrico”, de som grave, e Aragão, pelo “triolim”, como era conhecido o violão tenor, de som médio. Estava formado o trio musical.

Surge em 1961, o primeiro desfile público do Rei Momo, papel desempenhado pelo motorista de táxi e funcionário público Ferreirinha.

No ano seguinte, surgiu o primeiro grande bloco de Carnaval, denominado “Os Internacionais”, composto apenas por homens. Nesta época, a todo instante “pipocava” um trio elétrico novo, mas os blocos iam para as ruas acompanhados somente de baterias ou grupos de percussão. Foi aí que também apareceram as famosas cordas e as mortalhas para brincar o Carnaval. Em 1965 por decreto presidencial é proibido o fabrico, a comercialização e o uso do lança-perfume, introduzido em nosso carnaval desde 1906, importado inicialmente da França e depois da Argentina.

A origem do carnaval

A origem do Carnaval vem de uma manifestação popular anterior à era Cristã, tendo se iniciado na Itália com o nome de Saturnálias – festa em homenagem a Saturno. As divindades da mitologia greco-romana BACO e MOMO dividiam as honras nos festejos, que aconteciam nos meses de novembro e dezembro. Durante as comemorações em Roma, acontecia uma aparente quebra de hierarquia da sociedade, já que escravos, filósofos e tribunos misturavam-se em praça pública. Com a expansão do Império Romano, as festas tornaram-se mais animadas e freqüentes. Na época ocorriam verdadeiros bacanais.
No início da era Cristã, começaram a surgir os primeiros sinais de censura aos festejos mundanos na medida em que a Igreja Católica se solidificava. Querendo impor uma política de austeridade, a igreja determinava que esses festejos só deveriam ser realizados antes da Quaresma.

Os italianos adotaram, então, a palavra Carnevale, sugerindo que se poderia fazer Carnaval – “ou o que passasse pelas suas cabeças” antes da Quaresma, numa espécie de abuso da carne.

A festa chegou a Portugal nos séculos XV e XVI, recebendo o nome de Entrudo – isto é, introdução à Quaresma, através de uma brincadeira agressiva e pesada. O evento tinha uma característica essencialmente gastronômica e era marcado por um divertimento entremeado com alguma violência. Fazia-se esferas de cera bem finas com o interior cheio de água-de-cheiro e depois atirava-se nas pessoas. Os mais ousados, no entanto, começaram a injetar no interior das “laranjinhas ou limões-de-cheiro”, substâncias mau cheirosas e impróprias e a festa foi perdendo sua alegria. Foi exatamente esse Entrudo violento que aportou no Brasil.

Na segunda metade do século XIX, o jornal Diário da Bahia e a Igreja Católica criticavam e pediam providências às autoridades policiais contra o Entrudo. Quando se aproximava o domingo anterior à Quaresma, todo mundo “entrudava”. Apareciam pelas ruas em forma de bandos os “Caretas” envoltos em cobertas, esteiras de catolé, folhas de árvores e abadás – uma espécie de camisa de manga curta bastante folgada, atingindo a curva dos joelhos, que os negros usavam. No Entrudo, molhava-se quantos andassem pelas ruas, invadia-se casas para molhar pessoas e não se importava que fosse gente doente ou idosa.

Em 1853 o Entrudo passou a ser reprimido com ordens policiais. Mesmo assim, as “laranjinhas” e gamelas com água continuavam existindo. Foi exatamente neste período que o Carnaval começou a se originar de forma diferente, dividindo-se em duas classes: o Carnaval de Salão e o Carnaval de Rua. O Carnaval de Salão tinha a participação de brancos e mulatos de classe média; o Carnaval de Rua, contava com negros e mulatos pobres.

Em 1860 o Teatro São João começou a realizar arrojados bailes de mascarados, na noite de sábado, iniciando as festas com músicas baseadas em trechos da ópera italiana “La Traviata”. Em seguida, eram tocadas valsas, polcas e quadrilhas. O evento contava com a participação das pessoas de bom nível social, que trocavam os bailes realizados em suas casas pelo do teatro.

Na época, havia o perigo do homem formado e do negociante serem vistos mascarados. Em razão disso, casas de fantasias e cabeleireiros, como os famosos “Pinelli” e “Balalaia” mantinham especialistas em disfarces.

Como os bailes carnavalescos não estavam ao alcance de todos, nem de acordo com a moral de muitos, era necessário estimular a sua ida para a rua. Por isso, os sub-delegados foram autorizados a distribuir gratuitamente máscaras a quem quisesse brincar o Carnaval. Várias comissões passaram a ser nomeadas pelo chefe de polícia e a comissão central, juntamente com outras comissões paroquianas que distribuíam máscaras, facilitavam a aquisição de outros adereços, bem como a providência de banda de música. Os comerciantes logo aderiram à idéia de olho no melhor faturamento, e começaram a adotar o Carnaval em substituição ao Entrudo.

Em 1870 os mascarados avulsos, estimulados pela polícia, e os bailes públicos começaram a ganhar terreno, embora o Entrudo ainda se mantivesse vivo. O ambiente para a realização do Carnaval passou a ficar melhor com o surgimento do “Bando Anunciador”, que saía às ruas convidando todos para os festejos.

Nos clubes e teatros, foram surgindo competições entre os grupos e famílias que ostentavam roupas e jóias para mostrar quais associações e entidades eram mais elegantes e grã-finas. O pioneiro Teatro São João passou a organizar seus bailes com um ano de antecedência.

Em 1878, o grupo de Carnaval de rua, “Os Cavaleiros da Noite”, aparecia pela primeira vez num salão em grande forma, no Teatro São João, causando um verdadeiro “ti, ti, ti”. Dois anos depois – com um número maior de bailes por toda a cidade -, Salvador contava com 120 mil habitantes, que concentravam recursos financeiros e grande poder político. Havia, portanto, dinheiro, poder e fartura, e todo esse esplendor passou, então, a ser retratado nos salões e bailes de Carnaval. Só para se ter uma idéia, as roupas, adereços, enfeites, chapéus, bebidas, jóias, sapatos e meias usadas nas festas eram importadas das melhores casas de Paris e Londres.

Ao mesmo tempo, palanques e bandas de música proliferavam na cidade. Surgiam também vários clubes uniformizados, como “Zé Pereira”, “Os Comilões” e “Os Engenheiros”, fantasiados com “Cabeçorras” e outras máscaras. Como as comemorações cresciam, convencionou-se que o Campo Grande seria o lugar para os mascarados se reunirem nos dias de Carnaval e, de lá, saírem em bandos.

Em 1882, o comércio iniciou o costume de fechar as portas na terça-feira de Carnaval, a partir das 13 horas. O Carnaval de máscaras e o desfile dos clubes, ficavam então, mais animados depois das 14 horas.

Cinco anos antes da Proclamação da República, a cidade, habitada por cerca de 170 mil pessoas, organizou o seu primeiro grande Carnaval de rua. Era uma festa com grande influência européia, como quase tudo o que existia no Brasil naquela época, com luxo, requinte e comentários elogiosos. Fortemente influenciado pelo requintado Carnaval de Veneza, na Itália, e mesclando a presença de tipos do popular Carnaval de Nice, na França, o Carnaval de Salvador deu o primeiro passo rumo à popularização com a participação de muita gente nas ruas.

Colo-Colo nas oitavas

O Colo-Colo Futebol e Regatas, venceu ontem a equipe do Serrano por 3 x 2 no Estádio Mário Pessoa. Com a vitória a equipe de Ilhéus terminou a primeira fase da competição em primeiro lugar no grupo três, com 11 pontos. O tigre enfrenta nas oitavas de final a equipe do Vitória, em dois jogos, o primeiro em Salvador no dia 5 de março e o segundo em casa no dia 9 de março. Por ter feito melhor campanha o Colo-Colo joga por dois resultados iguais.

Cuidados no carnaval

O carnaval é a festa popular mais heterogênica do planeta, onde todos os tipos de pessoas encontram-se em um lugar, a maioria embreagadas e drogadas, o clima é de festa, mas todo cuidado é pouco. Se for levar crianças é bom identifica-las com nome completo e o nome dos pais além de telefone de contato e colocar o referido no bolso das crianças; beber moderadamente e não aceitar copo com bebida de terceiros, nunca se sabe o que pode conter acrecido ao líquido; se for comer na avenida é analizar a qualidade dos alimentos, procurar os locais mais limpos e de credibilidade; não ir para o carnaval de carro próprio, pois os assaltos são constantes, bom mesmo é ir de táxi ou ônibus, o prejuizo pode ser maior se insistir; ficar em pontos próximos de bases da Pólicia Militar; sempre andar em grupo; não levar carteira com dinheiro ou documentos, levar a carteira de identidade e o dinheiro no bolso; ir de tênis confortável e roupas leves; beber muita água; alongar ao sair de casa; usar preservativo, evitando doenças sexualmente trasmisíveis e gravidez indesejável. Seguindo essas dicas o seu carnaval será mais saudável e seguro. Boa folia.

13 BLOCOS AFRO VÃO DESFILAR NO CARNAVAL CULTURAL DE ILHÉUS

O Carnaval Cultural Jorge Amado contará este ano com a participação de 13 blocos afro que desfilarão na avenida Soares Lopes, circuito da alegria, de sábado (1) até o dia 3, sempre das 18 às 21 horas. Os blocos serão julgados por uma comissão composta por artistas e intelectuais, que apontará os vencedores dos desfiles, sendo o atual campeão o bloco Dilazenze. Os grupos afros retornaram à avenida com a criação do Carnaval Cultural, em 1997, resgatando uma das tradições dos carnavais ilheense.

No sábado e segunda-feira, dias 1 e 3, irão se apresentar os seguintes blocos: Levada da Capoeira, Os Malês, Raízes Negras, Danados do Reggae, Leões do Reggae e Guerreiros de Zulu. Já no domingo e terça-feira, dias 2 e 4, será a vez dos Filhos de Ogum, Embaixada Gêgê Africana, Zimbabwe, Rastafary, Zambi-Axé, Mini Congo e Dilazenze tomar conta da avenida para empolgar o grande público apresentando suas raízes culturais.

Marcos Corrêa

CONDER ANALISA PROJETOS PARA ORLA MARÍTIMA DE ILHÉUS

Por determinação do governador Paulo Souto, o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia(CONDER), Mário Gordilho, foi recebido em Ilhéus pelo prefeito Jabes Ribeiro, para analisar os projetos do município, principalmente os que envolvem a orla marítima da cidade. Acompanhados por secretários do Município e técnicos do governo baiano, a comitiva visitou a obra de urbanização da Litorânea Sul e debateu prováveis intervenções na cabeceira do aeroporto. Na sede da Universidade Livre do Mar e da Mata (Maramata), no Nova Brasília, discutiu o projeto de incorporação do Morro de Pernambuco ao programa de preservação e educação ambiental da instituição.

Na oportunidade, o prefeito mostrou aos técnicos da Conder a primeira perspectiva da ponte que vai ligar o centro da cidade à zona sul de Ilhéus. “Até para serviços de manutenção, temos dificuldades com o tráfego na ponte Lomanto Júnior. A zona sul cresceu muito com o desenvolvimento da cidade e o aumento do fluxo turístico”, justifica o prefeito. A comitiva esteve na área do Cristo Redentor verificando as possibilidades do projeto da nova ponte a partir daquele local, cuja proposta prioriza o tráfego de automóveis pequenos, ligando-a à avenida Soares Lopes.

O roteiro incluiu a orla marítima do Malhado, precisamente o trecho da praia do Marciano. Segundo o prefeito Jabes Ribeiro, o projeto da Prefeitura é, nos próximos anos, promover um novo elo de ligação entre o Malhado e o bairro São Miguel, proporcionando a urbanização necessária dessas áreas. Por sua vez, o presidente da Conder, Mário Gordilho, garantiu a inclusão do município no programa Viver Melhor, que o governo baiano está viabilizando junto ao Banco Mundial. A comitiva visitou também obras do Projeto Viva o Morro, que realiza urbanização de acessos e contenção de encostas, já que o Governo analisa reivindicações do prefeito Jabes Ribeiro para novos investimentos através do Produr.

ATERRO – Os técnicos dos governos de Ilhéus e da Bahia estiveram ainda na obra de construção do novo aterro sanitário da cidade, que está em fase de conclusão no distrito de Itariri, às margens da rodovia Ilhéus-Uruçuca. A obra do aterro vai resolver um grave problema ambiental, que é o fim do lixão nas proximidades do rio Cururupe, na zona sul. Projetado para vida últil de cerca de 15 anos, o aterro sanitário será inicialmente operado pela Conder, no período de seis meses, e depois entregue oficialmente o município. A inauguração da obra, ainda neste semestre, contará com a presença do governador Paulo Souto.

VM – DRT/Ba 081

MUITA FOLIA NA ABERTURA DO CARNAVAL CULTURAL

As bandas Legião do Samba, Eva e Lordão vão participar da abertura do Carnaval Cultural Jorge Amado, a partir das 21 horas desta sexta-feira (28), iniciando a apresentação de grandes nomes do cenário musical da Bahia e de cantores e bandas de Ilhéus que estarão animando a festa momesca em cima de potentes trios elétricos. No sábado (1), será a vez das bandas Bom Balanço e Legião do Samba, além do Bragaboys e da Banda Pagodart que vai puxar o bloco 10Colados.

No domingo (2), a responsabilidade de manter o clima de alegria ficará com a Banda Mambolada, Tonho Matéria e Banda Nairê, esta última no Bloco 10Colados. Na segunda-feira (3), Margareth Menezes e Beto Jamaica no Bloco 10Colados serão as principais trações, e fechando a festa de Momo, na terça-feira (4), estarão no circuito da alegria Carla Visi, Cátia Guimma e a banda Bandana puxando o Bloco 10Colados.

Revezando-se com as grandes atrações, os músicos ilheenses também garantem mostrar todo seu potencial e energia durante os cinco dias de folia, estando já confirmadas as participações das bandas Di Bali e Massicas, Nêgo & Jorginho e banda, Elias Leal e banda, bandas S4 e Cia., Swing Legal, Circuito Fechado e Bataklan, Márcia Alencar e banda, bandas Quizila, Magia do Samba, Som de Porão, Charme do Pagode, Carbono 14 e Raízes, Cláudio Bahia e banda Raízes, e Ana Carla e banda.

Marcos Corrêa

BLOCOS AFROS SÃO DESTAQUE NO CARNAVAL CULTURAL

O desfile dos blocos afros será uma das principais atrações do Carnaval Cultural de Ilhéus, que acontece no período de 28 de fevereiro a 4 de março, no circuito da avenida Soares Lopes. Este ano, os desfiles estão previstos para acontecer de sábado (1) até a terça-feira (4), sempre das 18 às 21 horas, quando a pista fica inteiramente à disposição dos blocos, para que estes mostrem sua criatividade e alegria.

O desfile dos blocos afros será uma das principais atrações do Carnaval Cultural de Ilhéus, que acontece no período de 28 de fevereiro a 4 de março, no circuito da avenida Soares Lopes. Este ano, os desfiles estão previstos para acontecer de sábado (1) até a terça-feira (4), sempre das 18 às 21 horas, quando a pista fica inteiramente à disposição dos blocos, para que estes mostrem sua criatividade e alegria.

O gerente de espaços Culturais da Fundação Cultural de Ilhéus, Maurício Pinheiro, explica que, a exemplo dos anos anteriores, um júri composto por personalidades do mundo artístico-cultural fará o julgamento das apresentações dos blocos, observando requisitos como música, alegoria, bateria, evolução, entre outros ítens. O resultado será divulgado na quarta-feira. Para apresentação nos desfiles já estão garantidos os blocos Dilazenze, Rastafary, Mini Congo, Os Malês, Guerreiros de Zulu, Zimbabwe, Danados do Reggae, Zambiaxé, entre outros.

O resgate das tradições dos blocos afros foi uma das prioridades do prefeito Jabes desde o primeiro ano de seu governo, devolvendo a essas agremiações o espaço adequado para que possam realizar suas apresentações, além de apoiar com recursos visando seu crescimento profissional. No ano passado, no sentido de incentivar ainda mais a cultura afro-brasileira, a Prefeitura inaugurou o Memorial da Cultura Negra, que funciona na rua 29 de Março, na avenida Itabuna.

Neste espaço, que serve de sede do Conselho Municipal da Cultura Negra, as agremiações desenvolvem diversas atividades artístico-culturais, como apresentação de capoeira, samba de roda, entre outros. Também são comercializadas comidas típicas, a exemplo de acarajé, abará e feijoada, funcionando neste período de alta estação, de segunda a sexta-feira.

Marcos Corrêa