Duas vitórias para o Vitória
DILAZENZE É PENTACAMPEÃO DO CARNAVAL DE ILHÉUS
O desfile dos bloco afro deste ano foi uma atração à parte na avenida Soares Lopes, despertando interesse do grande público que esteve presente durante os dias da apresentação. “Este ano ocorreu, inclusive, a união das entidades de expressão da cultura afro-descendente do município, sem qualquer indício de rivalidade e num clima de grande descontração”, avaliou o presidente do Grupo de Preservação da Cultura Negra Dilazenze, Gilmário Rodrigues Santos.
OUTROS BLOCOS – Já pelo grupo B, o primeiro lugar ficou o bloco Guerreiros de Zulu, com 67 pontos, aparecendo em segunda classificação Leões do Reggae, com 57 pontos. O bloco que recebeu o terceiro lugar o Raízes Negras, com 54 pontos; o quarto, Danados do Reggae, com 48 e Os Malês, com 47 pontos. Os blocos afro foram atrações da folia nas noites de sábado e domingo, desfilando em horário que não houve a presença de trios elétricos na avenida Soares Lopes.
BISPO DE ILHÉUS LANÇA A CAMPANHA DA FRATERNIDADE
Dirigindo-se aos idosos do Abrigo São Vicente de Paulo, cuja manutenção da casa conta com o apoio da igreja católica e da Prefeitura Municipal, o bispo disse que o idoso não pode deixar de ter os seus sonhos e de também almejar ter um futuro feliz. “Viver é participar da comunidade e da família e o idoso deve ter um lugar respeitoso na casa que o acolhe”, salientou o bispo, afirmando que torna-se imprescindível combater os preconceitos ligados aos idosos, que deve ser respeitado na sua velhice como os guardiões da memória coletiva.
SEMINÁRIO DA HISTÓRIA DE ILHÉUS
Após a instalação da crise na região, com a queda da lavoura cacaueira, a população regional perdeu a referência e ainda não conseguiu encontrar um novo rumo. O conhecimento da história local e do nosso Patrimônio Histórico e Cultural é uma das vias que pode propiciar a retomada do crescimento, sendo o turismo uma das possibilidades viáveis mais consistentes.
Embora o seminário seja direcionado para professores, a entrada está franqueada ao público de modo geral, a todos que tenham interesse no assunto. A coordenação do projeto e do seminário está a cargo da professora Maria Luiza Heine, especialista em História Regional e mestranda em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, na UESC.
A realização do seminário será no Teatro Municipal de Ilhéus, no dia 14 de março das oito às dezessete horas, com intervalo para almoço.
Na abertura ouviremos a palavra do presidente da Fundaci, escritor Hélio Pólvora, da Secretária de Educação, professora Dinalva Melo, como também do prefeito Jabes Ribeiro, que sempre prestigia os eventos culturais e tem dado total apoio ao projeto.
No turno da manhã será realizada uma mesa redonda com o tema PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE ILHÉUS, com os seguintes palestrantes: Arquitetas Virginia Castro Lima e Marilene Lapa e professoras Elza Ramos e Maria Luiza Heine.
No turno da tarde será realizada uma segunda mesa redonda, cujo tema é: A IMPORTÂNCIA DA CULTURA PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO, com os seguintes palestrantes: Profa. Juliana Menezes, Bel. em Turismo Ariel Figueroa, Arq. Hermano Freitas e Profa. Baísa Nora.
A coordenação do seminário convida todas as pessoas interessadas a comparecerem ao evento, pois mais do que ouvir, todos terão oportunidade de expressar sua opinião.
Maria Luiza Heine
ILHÉUS FAZ HOMENAGEM À MULHER NESTE SÁBADO
Explica a vice-prefeita Ângela Souza, que, após a palestra serão presenteadas com três cestas, a mulher mais idosa que se encontrar no plenário; a mulher mais jovem que estiver aniversariando e que também esteja no plenário, e a mulher mais idosa que também esteja aniversariando naquele dia. No encerramento do evento a cantora Cléo Santos fará uma apresentação especial.
Marcos Corrêa
ILHÉUS PROMOVE O II MUTIRÃO DA COLUNA COM ESPECIALISTAS EM QUIROPRAXIA
Everaldo Benedito
O Trio Elétrico
Osmar tocava a famosa “guitarra baiana”, de som agudo; Dodô era responsável pelo “violão-pau-elétrico”, de som grave, e Aragão, pelo “triolim”, como era conhecido o violão tenor, de som médio. Estava formado o trio musical.
Surge em 1961, o primeiro desfile público do Rei Momo, papel desempenhado pelo motorista de táxi e funcionário público Ferreirinha.
No ano seguinte, surgiu o primeiro grande bloco de Carnaval, denominado “Os Internacionais”, composto apenas por homens. Nesta época, a todo instante “pipocava” um trio elétrico novo, mas os blocos iam para as ruas acompanhados somente de baterias ou grupos de percussão. Foi aí que também apareceram as famosas cordas e as mortalhas para brincar o Carnaval. Em 1965 por decreto presidencial é proibido o fabrico, a comercialização e o uso do lança-perfume, introduzido em nosso carnaval desde 1906, importado inicialmente da França e depois da Argentina.
A origem do carnaval
No início da era Cristã, começaram a surgir os primeiros sinais de censura aos festejos mundanos na medida em que a Igreja Católica se solidificava. Querendo impor uma política de austeridade, a igreja determinava que esses festejos só deveriam ser realizados antes da Quaresma.
A festa chegou a Portugal nos séculos XV e XVI, recebendo o nome de Entrudo – isto é, introdução à Quaresma, através de uma brincadeira agressiva e pesada. O evento tinha uma característica essencialmente gastronômica e era marcado por um divertimento entremeado com alguma violência. Fazia-se esferas de cera bem finas com o interior cheio de água-de-cheiro e depois atirava-se nas pessoas. Os mais ousados, no entanto, começaram a injetar no interior das “laranjinhas ou limões-de-cheiro”, substâncias mau cheirosas e impróprias e a festa foi perdendo sua alegria. Foi exatamente esse Entrudo violento que aportou no Brasil.
Na segunda metade do século XIX, o jornal Diário da Bahia e a Igreja Católica criticavam e pediam providências às autoridades policiais contra o Entrudo. Quando se aproximava o domingo anterior à Quaresma, todo mundo “entrudava”. Apareciam pelas ruas em forma de bandos os “Caretas” envoltos em cobertas, esteiras de catolé, folhas de árvores e abadás – uma espécie de camisa de manga curta bastante folgada, atingindo a curva dos joelhos, que os negros usavam. No Entrudo, molhava-se quantos andassem pelas ruas, invadia-se casas para molhar pessoas e não se importava que fosse gente doente ou idosa.
Em 1853 o Entrudo passou a ser reprimido com ordens policiais. Mesmo assim, as “laranjinhas” e gamelas com água continuavam existindo. Foi exatamente neste período que o Carnaval começou a se originar de forma diferente, dividindo-se em duas classes: o Carnaval de Salão e o Carnaval de Rua. O Carnaval de Salão tinha a participação de brancos e mulatos de classe média; o Carnaval de Rua, contava com negros e mulatos pobres.
Em 1860 o Teatro São João começou a realizar arrojados bailes de mascarados, na noite de sábado, iniciando as festas com músicas baseadas em trechos da ópera italiana “La Traviata”. Em seguida, eram tocadas valsas, polcas e quadrilhas. O evento contava com a participação das pessoas de bom nível social, que trocavam os bailes realizados em suas casas pelo do teatro.
Na época, havia o perigo do homem formado e do negociante serem vistos mascarados. Em razão disso, casas de fantasias e cabeleireiros, como os famosos “Pinelli” e “Balalaia” mantinham especialistas em disfarces.
Como os bailes carnavalescos não estavam ao alcance de todos, nem de acordo com a moral de muitos, era necessário estimular a sua ida para a rua. Por isso, os sub-delegados foram autorizados a distribuir gratuitamente máscaras a quem quisesse brincar o Carnaval. Várias comissões passaram a ser nomeadas pelo chefe de polícia e a comissão central, juntamente com outras comissões paroquianas que distribuíam máscaras, facilitavam a aquisição de outros adereços, bem como a providência de banda de música. Os comerciantes logo aderiram à idéia de olho no melhor faturamento, e começaram a adotar o Carnaval em substituição ao Entrudo.
Em 1870 os mascarados avulsos, estimulados pela polícia, e os bailes públicos começaram a ganhar terreno, embora o Entrudo ainda se mantivesse vivo. O ambiente para a realização do Carnaval passou a ficar melhor com o surgimento do “Bando Anunciador”, que saía às ruas convidando todos para os festejos.
Nos clubes e teatros, foram surgindo competições entre os grupos e famílias que ostentavam roupas e jóias para mostrar quais associações e entidades eram mais elegantes e grã-finas. O pioneiro Teatro São João passou a organizar seus bailes com um ano de antecedência.
Em 1878, o grupo de Carnaval de rua, “Os Cavaleiros da Noite”, aparecia pela primeira vez num salão em grande forma, no Teatro São João, causando um verdadeiro “ti, ti, ti”. Dois anos depois – com um número maior de bailes por toda a cidade -, Salvador contava com 120 mil habitantes, que concentravam recursos financeiros e grande poder político. Havia, portanto, dinheiro, poder e fartura, e todo esse esplendor passou, então, a ser retratado nos salões e bailes de Carnaval. Só para se ter uma idéia, as roupas, adereços, enfeites, chapéus, bebidas, jóias, sapatos e meias usadas nas festas eram importadas das melhores casas de Paris e Londres.
Ao mesmo tempo, palanques e bandas de música proliferavam na cidade. Surgiam também vários clubes uniformizados, como “Zé Pereira”, “Os Comilões” e “Os Engenheiros”, fantasiados com “Cabeçorras” e outras máscaras. Como as comemorações cresciam, convencionou-se que o Campo Grande seria o lugar para os mascarados se reunirem nos dias de Carnaval e, de lá, saírem em bandos.
Em 1882, o comércio iniciou o costume de fechar as portas na terça-feira de Carnaval, a partir das 13 horas. O Carnaval de máscaras e o desfile dos clubes, ficavam então, mais animados depois das 14 horas.
Cinco anos antes da Proclamação da República, a cidade, habitada por cerca de 170 mil pessoas, organizou o seu primeiro grande Carnaval de rua. Era uma festa com grande influência européia, como quase tudo o que existia no Brasil naquela época, com luxo, requinte e comentários elogiosos. Fortemente influenciado pelo requintado Carnaval de Veneza, na Itália, e mesclando a presença de tipos do popular Carnaval de Nice, na França, o Carnaval de Salvador deu o primeiro passo rumo à popularização com a participação de muita gente nas ruas.
Colo-Colo nas oitavas
Cuidados no carnaval
13 BLOCOS AFRO VÃO DESFILAR NO CARNAVAL CULTURAL DE ILHÉUS
Marcos Corrêa
CONDER ANALISA PROJETOS PARA ORLA MARÍTIMA DE ILHÉUS
O roteiro incluiu a orla marítima do Malhado, precisamente o trecho da praia do Marciano. Segundo o prefeito Jabes Ribeiro, o projeto da Prefeitura é, nos próximos anos, promover um novo elo de ligação entre o Malhado e o bairro São Miguel, proporcionando a urbanização necessária dessas áreas. Por sua vez, o presidente da Conder, Mário Gordilho, garantiu a inclusão do município no programa Viver Melhor, que o governo baiano está viabilizando junto ao Banco Mundial. A comitiva visitou também obras do Projeto Viva o Morro, que realiza urbanização de acessos e contenção de encostas, já que o Governo analisa reivindicações do prefeito Jabes Ribeiro para novos investimentos através do Produr.
ATERRO – Os técnicos dos governos de Ilhéus e da Bahia estiveram ainda na obra de construção do novo aterro sanitário da cidade, que está em fase de conclusão no distrito de Itariri, às margens da rodovia Ilhéus-Uruçuca. A obra do aterro vai resolver um grave problema ambiental, que é o fim do lixão nas proximidades do rio Cururupe, na zona sul. Projetado para vida últil de cerca de 15 anos, o aterro sanitário será inicialmente operado pela Conder, no período de seis meses, e depois entregue oficialmente o município. A inauguração da obra, ainda neste semestre, contará com a presença do governador Paulo Souto.
VM – DRT/Ba 081
MUITA FOLIA NA ABERTURA DO CARNAVAL CULTURAL
Revezando-se com as grandes atrações, os músicos ilheenses também garantem mostrar todo seu potencial e energia durante os cinco dias de folia, estando já confirmadas as participações das bandas Di Bali e Massicas, Nêgo & Jorginho e banda, Elias Leal e banda, bandas S4 e Cia., Swing Legal, Circuito Fechado e Bataklan, Márcia Alencar e banda, bandas Quizila, Magia do Samba, Som de Porão, Charme do Pagode, Carbono 14 e Raízes, Cláudio Bahia e banda Raízes, e Ana Carla e banda.
Marcos Corrêa
Reggae na avenida
Concha Acústica
Alegria dos bairros
Rainha do Carnaval 2003
Abertura do Carnaval 2003
BLOCOS AFROS SÃO DESTAQUE NO CARNAVAL CULTURAL
O desfile dos blocos afros será uma das principais atrações do Carnaval Cultural de Ilhéus, que acontece no período de 28 de fevereiro a 4 de março, no circuito da avenida Soares Lopes. Este ano, os desfiles estão previstos para acontecer de sábado (1) até a terça-feira (4), sempre das 18 às 21 horas, quando a pista fica inteiramente à disposição dos blocos, para que estes mostrem sua criatividade e alegria.
O gerente de espaços Culturais da Fundação Cultural de Ilhéus, Maurício Pinheiro, explica que, a exemplo dos anos anteriores, um júri composto por personalidades do mundo artístico-cultural fará o julgamento das apresentações dos blocos, observando requisitos como música, alegoria, bateria, evolução, entre outros ítens. O resultado será divulgado na quarta-feira. Para apresentação nos desfiles já estão garantidos os blocos Dilazenze, Rastafary, Mini Congo, Os Malês, Guerreiros de Zulu, Zimbabwe, Danados do Reggae, Zambiaxé, entre outros.
O resgate das tradições dos blocos afros foi uma das prioridades do prefeito Jabes desde o primeiro ano de seu governo, devolvendo a essas agremiações o espaço adequado para que possam realizar suas apresentações, além de apoiar com recursos visando seu crescimento profissional. No ano passado, no sentido de incentivar ainda mais a cultura afro-brasileira, a Prefeitura inaugurou o Memorial da Cultura Negra, que funciona na rua 29 de Março, na avenida Itabuna.
Neste espaço, que serve de sede do Conselho Municipal da Cultura Negra, as agremiações desenvolvem diversas atividades artístico-culturais, como apresentação de capoeira, samba de roda, entre outros. Também são comercializadas comidas típicas, a exemplo de acarajé, abará e feijoada, funcionando neste período de alta estação, de segunda a sexta-feira.
Marcos Corrêa