Mercado de carbono descola do preço do petróleo

O mercado de carbono dá sinais de resistência à crise econômica mundial. Enquanto o preço de petróleo continua sua trajetória de baixa, caindo mais 15% nas últimas duas semanas, o carbono mantém-se firme, informa Maurik Jehee, especialista em créditos de carbono do ABN Amro Real, incorporado pelo Santander. Os negócios entre os países europeus (European Union Allowances, EUA) ensaiaram uma virada, com o contrato para entrega agora em dezembro, chegando a ser cotado acima de 19,00 euros, mas voltou aos níveis do fim do mês passado, próximo de 18,00 euros.

Já os créditos de carbono, que são negociados pelos países pobres e emergentes com aqueles que têm metas obrigatórias de emissões de gases-estufa, foram negociados a 15,84 euros. Jehee aponta as razões para esse desempenho: o ITL, base de dados que centraliza todos os créditos comercializáveis sob o Protocolo de Kyoto, está funcionando e tirou o fator de risco de entrega para o mercado secundário, e as dificuldades de verificação e aprovação dos projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) e emissão de créditos de carbono continuam pressionando a oferta de reduções certificadas de emissão.

E o mundo continua precisando compensar as suas emissões crescentes, como ocorreu com o Japão. Na semana passada, o Ministério de Economia, Indústria e Comércio japonês informou que, apesar do consumo de energia ter-se reduzido pelo terceiro ano executivo, as emissões do ano terminando em 31 de março de 2008 cresceram 2.3% em relação ao ano anterior.

DiárioNet

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