O governo comprou biodiesel no 12º. leilão realizado pela Agência Nacional do Petróleo, nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, por R$ 2,38 a 2,39 o litro, um pouco abaixo do preço de referência, de R$ 2,40. Foram comprados 330 milhões de litros de 33 unidades produtoras. O primeiro e maior lote, de 264 milhões de litros, foi comprado de produtores que detêm o selo combustível social. O segundo, de 66 milhões de litros, teve participação livre de todos os produtores credenciados pela ANP.
O preço de compra do biodiesel é superior ao de venda para o consumidor final, já que é adicionado na proporção de 3% do diesel, vendido nos postos de São Paulo, por exemplo, ao preço médio de R$ 2,12. Mas a Petrobrás não comenta essa composição de preços e o eventual subsídio ao Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), ação interministerial do governo federal para a implementação de forma sustentável da produção e do uso do combustível, com enfoque na inclusão social e no desenvolvimento regional.
A ADM de Mato Grosso, com 49,1 milhões de litros, foi a maior vendedora de biodiesel (14,9%). As empresas do Mato Grosso venderam 24,5% (80,83 milhões de litros) do volume total do leilão, que vai atender à demanda gerada pela adição obrigatória de 3% de biodiesel ao diesel no primeiro trimestre de 2009.
O biodiesel contribui para reduzir as emissões de poluentes, principalmente nas grandes cidades, como São Paulo, onde uma frota de 400 mil ônibus e caminhões emitem quase tanto dióxido de carbono (CO²) e outros gases de efeito estufa quanto os 6 milhões de veículos movidos a gasolina, álcool ou gás. São 3,5 milhões de toneladas anuais advindas do diesel, ante 3,8 milhões dos veículos leves. O biodiesel tem apenas o efeito colateral de elevar a produção de ozônio, mas suas vantagens, segundo os especialistas, principalmente ao evitar e emissão de material particulado, superam de longe os eventuais problemas que possam trazer. Alguns grandes consumidores ainda não conseguem ampliar o uso do biodiesel para 20% (B20) ou 30% (B30) do diesel, porque a produção ainda é insuficiente, alegam.
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