Estudo estratégico sobre a China, elaborado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, detalha oportunidades para exportadores dos setores de casa e construção civil, agronegócios, máquinas e equipamentos, moda e serviços e tecnologia
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com o Promo-Centro Internacional de Negócios da Bahia, a Federação das Indústrias da Bahia (FIEB) e a Câmara de Indústria Brasil-China (CCIBC), promove no dia 11 de novembro, em Salvador, o Seminário ‘‘China: Oportunidades e Experiências”, no auditório da FIEB. O objetivo do evento é divulgar o Estudo de Oportunidades de Negócios no Mercado Chinês para empresários e instituições da região nordeste do Brasil. As inscrições são gratuitas, mas as vagas limitadas. Os interessados podem ligar para o telefone: 71 3241-7499.
Elaborado pela Unidade de Inteligência Comercial da Agência, o estudo detalha aspectos importantes como características regionais, trâmites aduaneiro e logístico, importações chinesas, comércio Brasil/China, setores com potencial de venda para o país, comércio via Hong Kong e exportação de serviços, entre outros.
O documento mostra que, com um crescimento médio anual de 9% e uma classe média emergente estimada em 200 milhões de consumidores, a China está no topo dos mercados considerados prioritários para o Brasil na estratégia montada pela Apex-Brasil para a internacionalização de empresas e atração de investimentos.
O país é o segundo maior exportador mundial, com US$ 1, 218 trilhão exportados em 2007, atrás apenas da Alemanha, que exportou US$ 1,327 trilhão nesse ano. Em termos de importações, a China ocupa a terceira posição. Importou US$ 956 bilhões em 2007, após os EUA (US$ 1, 953 trilhão) e Alemanha (US$ 1,059 trilhão).
Uma grande expansão de consumo deve acontecer no país, nos próximos 10 anos, guiada pela combinação do aumento dos salários e do salário mínimo, maiores lucros e ampliação do investimento governamental em áreas rurais. Estima-se que o número de famílias ganhando mais que US$ 5 mil por ano cresça 24% ao ano. Cerca de 5,8 milhões de famílias chinesas já possuem o estilo “ocidental” de consumo, com renda superior a US$ 10 mil por ano.
As relações comerciais da Bahia com a China vêm crescendo nos últimos anos. Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2006, o estado vendeu US$ 330,017 milhões para os chineses. O número cresceu 73,12% em 2007, quando os baianos exportaram US$ 571,334 milhões para o país asiático. A China é, atualmente, o quarto maior destino das vendas externas baianas, atrás apenas de Estados Unidos, Argentina e Holanda.